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Projeto BomBom Dia


Quanto vale um sorriso?
Qual o valor de um bom dia, boa tarde ou boa noite dado com carinho e sinceridade?
Gentilezas, abraços, nada disso pode ser comprado com nosso dinheiro.
Mas, pode ser trocado por uma trufa?

Foi diante de um delírio que surgiu a idéia de unir um grupo de jovens verdadeiramente compromissados com o meio ambiente e a sociedade. Pessoas que estão sempre dispostar a dar seu suor e seu sangue para ver este mundo girar na direção certa.
Então, achando que sair pelas ruas da cidade vendendo trufas por valores morais poderia dar certo é que se uniram a mim meus fieis amigos ativistas; Gabriella Andrade, Luana Clara, Lucas Lima, Michelle Alencar, Rachel Dias, Thaynah Louise e Vanessa Kin.
Depois de divulgar a idéia entre alguns amigos, fazer uma logo marca humilde para o projeto e fazer crachás para cada integrante, o passo seguinte foi sair às ruas fazendo uma pesquisa de preço.
Dinheiro pode não resolver tudo, mas não se faz muita coisa sem ele.
Mas claro, muito dinheiro sem boas intenções é o mesmo que nada.

 

Cada crachá continha o nome do integrante e uma frase de valor social, por exemplo:



Depois de calcular o valor total da barra de chocolate, latas de leite condensado, papel de enrrolar bombom e forminhas de trufas, dividimos o valor para todos os integrantes.
Deu R$2,50 para cada um.
No outro dia, nos reunimos em minha casa para fazer as trufas. Como éramos doceiros de primeira viagem, tivemos certa dificuldade em pegar o jeito, mas com o tempo as trufas ficaram muito lindinhas e saborosas.
Cada trufa foi granpeada a uma etiqueta, que continha frases e condições para que a trufa fosse vendida/trocada.

Depois das trufas prontas para serem distribuídas, lá fomos nós pela cidade, entregando amor e adoçando o dia de uma porção de pessoas.
As pessoas, naturalmente, reagiam com uma expressão de surpresa. Achavam que nós queriamos dinheiro e quando falávamos "É de graça" um sorriso do gato de Alice surgia em seus rostos. Percebemos que as pessoas estão pouco acostumadas a serem bem tratadas por estranhos.

Esse garotinho deu um sorisso pra nós e depois se escondeu com vergonha.
 


Como estávamos pela praça, resolvemos distribuir para todos os funcionários da limpeza. O que pudemos concluir é que este tipo de profissional não está acostumado a gentilezas, eles ficavam sempre cautelosos no início, mas como eu disse, era só usar as palavrinhas mágicas "É de graça, pra adoçar seu dia!" que um sorriso enorme surgia dos lábios deles.




Uma coisa pudemos concluir durante o projeto. Quanto mais humilde era a pessoa, mais sincero o sorriso. Esse moço das imagens a seguir resume o que eu quero dizer. E o sorriso dele, foi um dos mais lindos que já vi em toda a minha vida. Se você entende o que eu digo, pensará a mesma coisa.

O sorriso desse senhor emocionou grande parte do grupo. Foi nesse momento em que eu retomei a fé na sociedade. Percebi que embaixo de todo o lixo e podridão que envolve a maioria das pessoas, existem seres quase invisíveis para o resto do mundo, mas que tem muito mais a oferecer do muitos por ai.

O sorriso que fez tudo valer a pena.

Não adianta ser culto, compreender as filosofias da vida, os teoremas da matemática, ser um mestre, um homem letrado e não ter na alma o que esse homem passou com seu sorriso. Sinto-me inútil por fazer parte de uma sociedade que tem o poder de apagar a existência dos outros.
Dignidade é ralar todo santo dia debaixo do sol, forçando as costas, os ossos e dando seu suor para ganhar um salário absurdamente baixo no fim do mês e sustentar sua família.
Certas profissões não merecem o que ganham e outras não ganham o que merecem.
Tire um vereador da câmara e um gari das ruas, e então veremos quem fará mais falta.
O projeto serviu não só para alegrar os que receberam as trufas, mas também aos que as deram. Foi uma experiência maravilhosa, que só quem participou é capaz de sentir. Por isso, seja quem você for, seja lá o que você tenha, sempre há algo para oferecer. 
Mesmo que seja amor em forma de bombom.

Para finalizar, vou deixar para vocês uma linda musica do Michael Jackson que incentiva a mudança, as atitudes. Leia aqui a tradução.

 
"Estou começando com o homem no espelho
Estou pedindo a ele que mude seus modos
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor
Olhe para si mesmo e faça uma mudança."

Enquanto uns acabam com o mundo e com os valores morais, outros tentam resgatá-lo. Acredito que um dia a maioria será de humanos que prezam pelo respeito e solidariedade acima de tudo. Essa é minha utopia, mas nem por ser quase impossível que desistirei dela.
Tenho companheiros que acreditam no mesmo que eu, e com eles irei até o fim.


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Mudar o mundo é questão de atitude!


O que você faz pela sua cidade? Além de criticar o governo no facebook, sem sair do seu confortável lar para ser estapeado pela realidade?
O mundo vive tempos de caos, tempos onde o individualismo cresce, inflando egos. Pessoas que não são ninguém achando-se o centro da terra.
Vivemos num país que se indigna mais com o nome escolhido para o mascote da copa do que pelos escândalos que surgem debaixo do tapete da política. O julgamento do mensalão é um tédio, afinal, podemos nos revoltar contra a mídia e o Fuleco, etc etc.

Sempre achei que, na maior parte do tempo, a cultura divulgada pelas mídias controladoras são apenas uma migalha para tapear. Uma camada de glacê para cobrir o bolo podre. A alienação vem em forma de cereja, que fica no topo.
Ariano Suassuna disse uma vez que o povo brasileiro está ficando de certa forma, carente no aspecto cultural por conta de estrangeirismos e valorização escassa quanto ao que é ouro da casa, já que só temos acesso a parte mais miserável da nossa cultura.
Vemos na mídia que as letras de canções perderam toda a sua poesia, ritmo óbvio e insinuações pornográficas enchem os olhos e ouvidos dos brasileiros, fazendo-os sorrir como um bando de dementes.

Sei que muitas pessoas acabam desvalorizando a própria brasilidade por não ter acesso ao rico tesouro nacional. Considero o nosso marco, as artes e a literatura.
E não é apenas uma questão de encontrar Machado de Assis em bibliotecas de colégios públicos, ou João Cabral de Melo Neto em qualquer livraria. Se não há conhecimento prévio sobre o que aquelas obras e autores representam, não haverá ninguém para alugá-los ou comprá-los.

Sou uma apaixonada por literatura brasileira, me emociono com poemas, textos, contos, citações. Minha paixão é tamanha, que guardá-la só para mim me faz sentir cheia demais, pesada como chumbo. Sinto necessidade de deixar vazar essa idolatria e contaminar o mundo todo.

E por que não tentar?

Eis, que como um raio, uma centelha de idéia me atingiu:
"Eu vou, sim, propagar conhecimento. Gratúito, democrático. Entregar às pessoas aquilo que de fato é delas, mas que a maioria nem tem conhecimento".


Selecionei poemas, fragmentos de textos, autores e informações sobre eles. Uni tudo isso num pequeno jornal. Batizei-o de Jornal de Literatura - Para um mundo recheado de palavras e amores. 


Escrevi uma breve apresentação e reforcei a idéia do anonimato, saber quem eu sou é uma bobagem, estou apenas cumprindo meu papel.
O jornal contava com poemas de Pablo Neruda, Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa), Clarice Lispector e muitos outros.

Com quatro páginas de maravilhas literárias organizadas numa única folhinha, convidei meu amigo, Lucas Emmanuel (entusiasta para mudar o mundo também), para distribuí-las pelas casas da nossa cidade.
E lá fomos nós, distribuindo cultura de casa em casa pelas caixas de correio.
Mesmo que dos 15 jornais distribuídos, um consiga tocar verdadeiramente o coração de quem o recebeu, a tarefa terá cumprido sua sina.

 
Outras edições com outros temas virão.
Quer me ajudar? É só mandar seu e-mail para mim e lhe enviarei o material para impressão.
Imprima vinte, dez, duas... o importante é deixar o conhecimento ser propagado.

Nós podemos fazer a mudança acontecer. Gestos simples podem causar uma revolução.
Você pode fazer A diferença.

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Ecobolse-se


 Ecologia está na moda.
Quem nunca ouviu falar das ecobolsas? Seja causando polêmicas, ou chegando com a promessa de diminuir a quantidade de plástico no mundo.
O uso dessas sacolas de pano gera controvérsias, mas uma coisa é certa, nos tempos de hoje, é essencial que se controle o uso de sacolas não degradáveis.
Pode causar certo estranhamento de início, mas quem disse que as ecobolsas não podem compor uma peça chave no visual? Afinal, elas são básicas, confortáveis e espaçosas.
Assim como nas camisetas, as ecobolsas podem servir de pequenos cartazes para propagar idéias, seja de cunho ambientalista ou qualquer coisa que você desejar.

O melhor de tudo, é que elas são baratas e podem ser encontradas atualmente em quase qualquer mercado. Ou podem ser feitas por encomenda em lojas especializadas.
E sim, elas ficam lindas no visual certo. Particularmente, acho que elas chamam mais atenção do que a maioria das bolsas convencionais.

 

Até aqui, na cidade de interior que vivo, é facil encontrar pessoas passeando com suas bolsas ecológicas, o que é duplamente positivo por dois motivos. Primeiro, a quantidade de consumo de plástico está diminuindo. Segundo: a aceitação das ecobolsas como parte do vestuário as popularizará ainda mais, com isso, o consumo de plásticos despencará. Pontos para a natureza!
Como eu sou uma adepta fiel dessa nova moda, resolvi pegar uma ecobag lisa feita pela minha mãe e deixá-la mais a minha cara.

O primeiro passo, foi idealizar a estamparia. Garimpei várias imagens no google e depois dei uma de Dr. Frankestein e fui juntando os pedaços.

Peguei a corujinha fuçando no google, resolvi colocar o balão para preencher mais o espaço, e deu um ar fofinho do som que ela emite.


Agora, vou mostrar as etapas super fáceis para se fazer uma ecobolsa:

Material nescessário


-  Uma ecobolsa lisa;
- Tintas para tecido;
- Lápis;
- Pincel (quanto maior a variedade de tamnhos, melhor);
- Papel carbono para tecido;
- Alfinetes;
- Moldes da ilustração;
- Tesoura;

Passo a passo


1 - Pesquise a imagem que você vai usar, de preferência com poucos detalhes (se você tiver dificuldades de pintar em tecido, quanto mais básico o desenho, melhor). Imprima o molde no tamanho desejado.


2 - Em seguida, pegue os alfinetes e prenda o molde entre o papel carbono e o tecido. É importante que saiba que a parte mais escura deve ficar voltada para o tecido.
Com o lápis, contorne todo o desenho colocando uma certa pressão no papel, mas com cuidado para não rasgar.

3 - Depois de terminado o contorno, retire os alfinetes e sua bolsa ficará marcada com sua figura.

 

4 - Depois de marcada, é só você começar a pintar com a tinta, mas com muito cuidado pois, uma vez borrado, não há volta. Aconselho a pintar o desenho no papel antes da bolsa para se abituar e prevenir possíveis erros.


5 - Então, espere a primeira mão secar e passe mais uma. Se você sentiu dificuldades em cobrir certos detalhes, melhor deixá-los só com uma mão mesmo, melhor do que correr o risco de estragar tudo.
Depois de 72 horas, já pode lavar sua bolsa sem medo de ser feliz. As marcas do papel carbono próprio para tecido saem com água e sabão.


E então, voilá! Você já pode sair com sua ecobolsa, e a depender, se orgulhar, já que ninguém no mundo terá uma igual a sua.





Inspire-se:





As bolsas ecológicas são super fáceis de se fazer e o meio ambiente agradece.
A diminuição de plásticos no meio ambiente não só evita a aglomeração de lixo não biodegradável, também evita que enchentes ocorram, pois, esses materiais, quando jogados no chão entopem os bueiros.
E o mais importante. Muito plástico vai parar nos oceanos, e acabam sendo ingeridos por alguns animais marinhos como tartarugas e baleias, que não conseguem digerir nem expelir e acabam morrendo.
Ao usar uma ecobolsa, você estará fazendo mais do imagina.

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Pin Rock Up


Ainda em ritmo de férias (que se eu não passar no vestibular serão permanentes) e criando a todo vapor.
Mais uma invencionice me atingiu como um raio.
Quando a inspiração me ataca, eu mal consigo pensar em outra coisa, a não ser em executar a tarefa, mas se não tenho os materiais necessários, meu sono pode ser posto a perder.
Seja como for, custei a dormir pensando em ir no dia seguinte num armarinho para comprar tecidos de cetin para fazer lençinhos para a cabeça. Bem no estilo Pin Up.
Esse moda está voltando e não é de hoje, em geral, nunca nem prestei atenção nisso. Mas um dia, como um clarão de idéias, eu percebi que além de lindo, é muito simples de se fazer.

Resolvi me referenciar antes de tentar fazer alguma coisa.


O lenço dá ao visual um ar despojado e ao mesmo tempo que demonstra classe. Sem contar que realça a feminilidade de um jeito que só o estilo pin up consegue.

Neste momento então, já era. Apaixonei-me de forma avassaladora pelos lenços de cabeça. Eu queria um, e teria um. Melhor ainda, faria o meu com a cara, coragem e criatividade.

Fui então, na loja de tecidos, portando R$ 12,00.
Olhei uns tecidinhos de cetim, e foi amor certo quando vi umas cerejinhas meigas . Logo após, um vermelho de bolinhas que é peça curinga no que diz respeito à lenços de cabeça.
Como o dinheiro era pouco, resolvi pegar 40cm de cada tecido, grande erro o meu.
Eu teria que ter pego no mínimo 50cm para poder cortar um quadrado perfeito que desse uma volta na cabeça.
Mas como a vida é assim mesmo, dei meu bom jeitinho brasileiro.
As duas partes deram a soma de R$ 7,35 e com o que sobrou do dinheiro, comprei tachinhas de todos os estilos, que me viriam muito bem a calhar mais tarde.

Logo que cheguei em casa, tratei de cortar o tecido e percebi meu erro. Cotei umas tirinhas e costurei o abanhado, poderia ter ficado melhor, mas ficou muito bom também. Não estava exatamente como pensei, mas a experiência vale para os próximos paninhos.


Com o ócio da tarde, eis que me veio uma idéia. Pegar uma roupa meio sem graça e antiga que estava no meu guarda roupas e abusar das tachinhas nela.



Pois, tadinho. Sempre gostei dele. Dava pra abusar de combinações, já que ele é jeans, mas o tempo passou e ele foi ficando para trás. Resolvi abusar das tachinhas.

Eu simplesmente amei o resultado final. E misturando um estilo Rock com o neo-vestidinho-jeans-que-estava-saindo-de-moda aos lençinhos Pin Up, surgiu um novo estilo em minha vida. Que eu farei questão de seguir sempre que puder: O Pin Rock Up.



E para finalizar, uma música da banda Franz Ferdinand que combina muito com essa pegada Pinrockup.

You're lucky, lucky so lucky! http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/minigifs/music.gif


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Dia de (boa) invencionice

Finalmente as férias de fim de ano chegaram!
Se bem que férias finais no 3º ano costumam ser um tanto estranhas, pois não são exatamente dias contados para a volta ás aulas e outras coisas estão em jogo, como a aprovação no vestibular. Mas como esse tema costuma dar nos nervos, vamos esquecer das obrigações e deixar a mente escapar um pouquinho para aquele mundinho de sonhos onde a própria pedra filosofal foi forjada. O cantinho da criatividade, onde a imaginação te dá aquela vontade louca de criar e fazer acontecer.
Fazendo uma visitinha de rotina ao blog Casa de Colorir, da fofíssima publicitária Thalita Carvalho, algo que estava morto em mim pareceu se reerguer. Foi como um tapa na conciência que me fez levantar cheia de idéias.

Aproveitando o ócio, resolvi começar costurando uma almofada.
Levando em conta que a única coisa de costurar que eu sei é como colocar a linha na máquina, até que eu não me sai mal. O básico do básico aprendi de observações casuais quando a minha mãe inventava de criar.
Até que a almofada ficou bonita e bem macia. Olhando pra ela dá vontade de dormir. O trabalho durou a tarde inteira, mas valeu à pena.



Como surtos não costumam passar com muita facilidade, ao cair da noite, resolvi que a parede do meu quarto estava muito sem graça e resolvi dar vida e movimento à ela com alguns retalhos de papéis que guardo com carinho.

Foi só pegar um molde, passar um tempinho recortando e pronto.


Tão fácil e com um efeito tão diferente afinal. Não gastei nem um real com isso, a não ser é claro, que você leve à risca aquela história de "tempo é dinheiro".

Já hoje de manhã, uma vontade louca de fazer bolinhos preencheu meu coração. Peguei uma receita simples de muffins na internet e lá fui, ousar na cozinha. Com medo do possível resultado, fiz tudo ns conformes e cheia de cuidados.
Como eu não dispunha de nozes, frutas secas, chocolate ou coisas do tipo, resolvi ser humilde e rechear com goiabada, ficou uma delícia. Também diz um leite-com-nescau-e-água rápido no microondas e coloquei dentro de alguns.


Depois de alguns minutos ao forno, os bolinhos estavam prontos para serem servidos.


Preparei alguns pratinhos separados para distribuir com carinho e afeto por ai. Um bolinho adoça a vida, e lá vou eu, açucarar a vida de alguém.


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